2 comentários em “Os Olhos dos Pobres

  1. Baudelaire, gênio ímpar, realizou a intrincada introspecção de ciceronear o leitor por mundos, não raro, antagônicos, mas, sem dúvida, com intersecção. Essa tônica no decurso do porvir, bonança e privação, explendor e escassez, opulência e mesquinharia, salta aos olhos ao longo desse percuciente e rutilante poema. Penso que quem busca conhecer os escaninhos tortuosos e medonhos das ações e intenções humanas, na esteira da história, tem na verse desenfreada de Baudelaire um manancial exuberante e altamente surpreendente.

  2. Que belo conto! Baudelaire nos enternece e nos faz perceber a sôfrega questão da exclusão dos pobres aos prazeres experimentados pela elite, ao mesmo tempo que se mostra “envergonhado” por conviver com pessoas que prezam tanta mesquinharia!

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