19 comentários em “O Bilhete Premiado

  1. Muito bom. Tchekvok prescruta a natureza humana, sua análise é perfeita e mostra realmente o que o poder do dinheiro exerce sobre as pessoas. Adorei!

  2. Perfeito. Tchekhov é exímio conhecedor da natureza humana. Neste conto dá uma clara demonstração de como as ambições, desejos, sonhos podem moldar o caráter do ser humano em questão de minutos. Talvez nem mesmo seja moldar, mas fazer aflorar um outro lado da personalidade que talvez estivesse adormecido, à espera de um estímulo para ressurgir. Um excelente conto, com todos os seus ingredientes, inclusive com um pouco de surpresa final.

  3. Este é um dos melhores contistas de fato. Mas não é este um dos seus melhores. Carece um pouco de verossimilhança, pois a possibilidade do bilhete ser premiado era altíssima não era.

    • Procurei na internet o tal Zochtchenko, mas é fraquíssimo… superficial, óbvio, infantil até… De onde você tirou que o Tchékov lhe lembrou essa porcaria?

  4. Creio que há uma descontinuidade no conto ao final… Ele está completo?
    Refiro-me aos dois últimos prágrafos…

    ” A esperança e o ódio desapareceram ambos de repente e, no mesmo instante, Ivan Dmítritch e sua mulher acharam os aposentos escuros, pequenos e abafados, e o jantar que tinham acabado de comer pesado e insosso, e as noites longas e enfadonhas.

    – Só o diabo sabe – disse Ivan Dmítritch, começando a implicar. – Por todo lado que eu pise, só há papéis, migalhas, casquinhas, sei lá. Será que nunca varreram esses quartos! Terei de ir embora de casa, o diabo que me carregue. Vou sair e me enforcar na primeira árvore.”

    Mas, sem dúvidas, o autor é brilhante nos contos…
    Valeu!

    • Olá Luciano,
      Já faz algum tempo que li o conto e, assim, alguns detalhes já não estão mais presentes. Mas, de acordo com o quê ainda me recordo, e lendo sua descrição dos dois últimos parágrafos, acho que está implícito, e portanto desnecessário, que o autor descrevesse a mudança que o bilhete causou na vida do casal. A vida deles passou a ter um divisor de águas: Passaram a enxergar a vida através de uma nova perspectiva que surgiu do fato novo. Antes dele, como eram felizes, encaravam a vida diferentemente do que depois que foram “envenenados” pela inesperada e falsa possibilidade de estarem milionários.

  5. Gostei muito. Conto bem escrito e de simples absorção! Prefiro o Edgar Alan Poe, mas esse Tchekhov, também é excelente.

  6. Impressão límpida e esclarecedora da natureza humana.
    O primeiro parágrafo:
    Ivan Dmítritch, homem remediado que vivia com a família na base de uns 1200 rublos por ano, muito satisfeito com seu destino…

    O último paragrafo:
    – Só o diabo sabe – disse Ivan Dmítritch, começando a implicar. – Por todo lado que eu pise, só há papéis, migalhas, casquinhas, sei lá. Será que nunca varreram esses quartos! Terei de ir embora de casa, o diabo que me carregue. Vou sair e me enforcar na primeira árvore.

    Jamais deixar de divulgar a capacidade esclarecedora que os textos de Tchekhov são capazes de produzir nos que se dedicam a lê-los, relê-los…

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